<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>You try so hard, but you won’t understand.</description><title>extremando</title><generator>Tumblr (3.0; @nodirectionhome)</generator><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/</link><item><title>Fria(mente Calcu)Lado</title><description>&lt;p&gt;Ahoy!, (senta ali no cantinho, me dá&lt;br/&gt; Um sorriso e não) Reclama da vida, &lt;br/&gt; Curte esse som e me inspira. Só faça&lt;br/&gt; Isso. Te alimento, te dou entretenimento,&lt;br/&gt; Em troca de todo o (nada que) Tudo que&lt;br/&gt; Podes me oferecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Diz que vai pensar, diz que dificultei.&lt;br/&gt; Veio me falar da noite mal - bem - gasta&lt;br/&gt; E esqueceu de me - se - alimentar) - Só faça,&lt;br/&gt; Independente da forma, independente da&lt;br/&gt; Vontade (se é boa, se é má, se é que &lt;br/&gt; Existe), da Verdade. - Só diga;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui chove. Podes ouvir as gotas assolando&lt;br/&gt; O chão. Podes sentir o cheiro da nuvem,&lt;br/&gt; Tão carregada quanto suas palavras. Quanto&lt;br/&gt; Seus olhares - quanto a forma que me encaras,&lt;br/&gt; Deixando-me em dúvida se queres arrancar-me&lt;br/&gt; A vida nos dentes ou no silêncio, mal sabendo&lt;br/&gt; Que &amp;#8216;Ele me é o melhor dos amantes - ou quanto&lt;br/&gt; A pressão que faço. Não trabalhas sob Pressão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu trabalho, (Não tem problema, já ajuda, de&lt;br/&gt; Alguma forma) e trabalho porcamente. Mas&lt;br/&gt; Não me diga não.&lt;em&gt; Uma palavra&lt;/em&gt; - merda! - &lt;em&gt;Não&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9988477838</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9988477838</guid><pubDate>Fri, 09 Sep 2011 02:55:00 -0400</pubDate></item><item><title>Visões</title><description>&lt;p&gt;Apenas mais uma constatação: Olhos&lt;br/&gt; Claros são escorregadios. Adoram sair&lt;br/&gt; Pela tangente, ao passo que os escuros&lt;br/&gt; Os procuram certos - mesmo que &lt;br/&gt; Exitantes - e os devolvem alguma forma&lt;br/&gt; De estabilidade. Enganosa, pode até&lt;br/&gt; Ser, ou mesmo coisa de momento, mas&lt;br/&gt; Ao menos não escorregam.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Não desviam ou manipulam.&lt;br/&gt; Não muito.&lt;br/&gt; Não como os claros.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9438007686</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9438007686</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2011 22:05:08 -0400</pubDate></item><item><title>Viralizando</title><description>&lt;p&gt;Mais um copo, por favor, mas me&lt;br/&gt; Sirva, que eu prefiro. Mais um trago,&lt;br/&gt; Um sorriso com significado, mesmo&lt;br/&gt; Que seja um já bem batido, e uma olhada&lt;br/&gt; Aos pés. Para fora. Um arrepio que cresce,&lt;br/&gt; E crescendo tanto gela quanto esquenta.&lt;br/&gt; Vai, envolve teus braços ao meu redor,&lt;br/&gt; Me aperta, bem forte, que eu fico. Com cheiro&lt;br/&gt; De tabaco, eu fico. Com cheiro de cerveja,&lt;br/&gt; Eu fico. Juro que fico. Mesmo que pouco,&lt;br/&gt; Mas fico bem. Suficientemente bem, se &lt;br/&gt; Isso significar que esse aperto passa. Se&lt;br/&gt; Isso significar que esse aperto melhora.&lt;br/&gt; (Só que não significa)&lt;br/&gt; Se melhorar significar que me esmigalha,&lt;br/&gt; Melhora. Tenho certeza.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9319617517</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9319617517</guid><pubDate>Tue, 23 Aug 2011 22:50:41 -0400</pubDate></item><item><title>Encruzilhada</title><description>&lt;p&gt;O abrir de olhos revela-te aquilo que&lt;br/&gt; Desejavas não ser verdade, ou Verdade: &lt;br/&gt; Começaram a arrancar-lhe o coração do&lt;br/&gt; Peito. Talvez não o coração, mas sim qualquer&lt;br/&gt; Que seja o nervo ou terminação nervosa que&lt;br/&gt; Seja o responsável pelo senso e pela simples&lt;br/&gt; Alegria; agora tu és acerca de um escravo&lt;br/&gt; Com um senhorio que sequer percebe sua&lt;br/&gt; Existência, ou lhe dá o tal valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem mais prosa em quebras de linha, honestamente&lt;br/&gt; E, claro, honestando, abre teus olhos e encontra&lt;br/&gt; Aqueles castanhos meio esbugalhados,&lt;br/&gt; Meio ansiosos - ou talvez seja somente alguma forma&lt;br/&gt; De disfarce ou atuação - e incertos, aquele sorriso&lt;br/&gt; Meio de canto que te parece tímido, as mãos junto&lt;br/&gt; Às pernas e é aí que tu procuras os verdes. Os&lt;br/&gt; Verdes são indecifráveis - não dá para saber se gostam&lt;br/&gt; Do que vêem - pelo menos do jeito esperado - ou sequer&lt;br/&gt; Se têm qualquer opinião formada. Sabes que não desgostam&lt;br/&gt; Por completo, já que não desdenham. Não são falsos,&lt;br/&gt; Porém difíceis, tens certeza de que são certos e que algum&lt;br/&gt; Julgamento têm, mesmo que seja raso. Claro que junto aos&lt;br/&gt; Verdes vêm os sorrisos e talvez qualquer expressão corporal&lt;br/&gt; Que te dê algum indício de que sim, aprecias de fato, com&lt;br/&gt; Alguma intensidade, mas é o ilegível que vale, por fim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ilegível te faz recorrer aos castanhos e duvidar, por&lt;br/&gt; Alguns segundos, da legitimidade do direcionamento dos &lt;br/&gt; Impulsos nervosos para com ele mesmo, mas quando tu&lt;br/&gt; O perdes de vista te bate aquela certeza de que sim, são&lt;br/&gt; Os certos e indefiníveis que te causam melhor impressão&lt;br/&gt; (Se é que arrancar-te o ar aos poucos pode ser chamado&lt;br/&gt; Disso).&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9022175252</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/9022175252</guid><pubDate>Tue, 16 Aug 2011 22:00:39 -0400</pubDate></item><item><title>Olhos Verdes</title><description>&lt;p&gt;&amp;#8220;Eu escolhi&amp;#8221;, como se fosse questão de escolha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Eu realmente escolhi.&lt;br/&gt; &amp;#8220;É esse&amp;#8221;, eu falei,&lt;br/&gt; Como se eu tivesse alguma autoridade.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/8808819070</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/8808819070</guid><pubDate>Fri, 12 Aug 2011 00:04:44 -0400</pubDate></item><item><title>Charneca</title><description>&lt;p&gt;Formiga-me o rosto pelos olhos,&lt;br/&gt; Primeiramente, maravilhados pela&lt;br/&gt; Luz, o som invadindo os ouvidos&lt;br/&gt; Soando como a melodia mais &lt;br/&gt; Despretensiosa e bem feita já criada,&lt;br/&gt; Enche-me de vida, de ar, vida, luz,&lt;br/&gt; Ilude-me pelos mais belos minutos que&lt;br/&gt; Tive o prazer de observar-lhe e, ao&lt;br/&gt; Fim, dá-me a realidade como é, com&lt;br/&gt; Corda, engano, precipício e fim. E fim,&lt;br/&gt; E não mais, finito, acabou. Arranca-me&lt;br/&gt; O viço, a luz, o ar, a vida, e dói, e arde,&lt;br/&gt; E queima, e formiga, e lateja, e esvazia,&lt;br/&gt; Me deixa ao léu, sem cama, sem comida,&lt;br/&gt; Sem água e sem estrelas, e o céu me &lt;br/&gt; Esmaga, me sufoca, me aperta ao pescoço,&lt;br/&gt; E eu choro, eu grito, eu abro bem os meus&lt;br/&gt; Olhos em choque, espanto, medo e certeza,&lt;br/&gt; Se foi, acabou, fim, finito. E levou-me um &lt;br/&gt; Pedacinho junto. E deixou-me um buraco,&lt;br/&gt; Um buraco que sente, que chora.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7794544363</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7794544363</guid><pubDate>Tue, 19 Jul 2011 02:25:00 -0400</pubDate></item><item><title>Ama-me loucamente</title><description>&lt;p&gt;Não me atrevo a ler-te, não quero&lt;br/&gt; Me decepcionar (de novo). Provavelmente&lt;br/&gt; É aquela coisa de idealizar, aliás, é isso&lt;br/&gt; Com certeza. Prefiro esquecer - ou só&lt;br/&gt; Amar - a tua humanidade e colocar-te&lt;br/&gt; Naquele pedestal que costumava ser meu.&lt;br/&gt; Daqui eu te olho, te cuido, te alimento, e&lt;br/&gt; Tudo o que precisas fazer é me irritar&lt;br/&gt; De vez em quando, discordar do que penso&lt;br/&gt; E dar-me as costas. Eu não me importo com&lt;br/&gt; Isso, de verdade, quando me lembro do&lt;br/&gt; Que passou. Aí dá aquela dorzinha de &amp;#8220;quero&lt;br/&gt; De volta&amp;#8221;, e eu aproveito, enfio o dedo na&lt;br/&gt; Ferida, faço sangrar e abraço a dor, com um&lt;br/&gt; Sorriso meio desgostoso mas do fundo da&lt;br/&gt; Alma; grito, não, urro; mexo os pés, danço&lt;br/&gt; No escuro, entrego minha energia e amo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu amo.&lt;br/&gt; (Maldita condição humana).&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7630936068</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7630936068</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 19:07:00 -0400</pubDate></item><item><title>Na tempestade</title><description>&lt;p&gt;Busco os refúgios errados,&lt;br/&gt; Tomo uma, troco o canal da tevê&lt;br/&gt; A música que toca é daquela banda&lt;br/&gt; Que tu gostas, parece-me que a&lt;br/&gt; Vida vem mais uma vez a gozar&lt;br/&gt; Com a minha cara. É um daqueles&lt;br/&gt; Momentos em que percebo que o&lt;br/&gt; Que eu sempre acabo a fazer é aquilo que&lt;br/&gt; Tu me ensinastes, a tomar, escutar e&lt;br/&gt; Tatear, de alguma forma, as palavras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não podia importar-me menos quando vim&lt;br/&gt; A me importar. É outro daqueles momentos&lt;br/&gt; Em que sinto a tua presença distante. É&lt;br/&gt; Daqueles que eu me dou conta de que eu&lt;br/&gt; Posso não lhe valer coisa alguma mas tu&lt;br/&gt; Me vales e admitir não me arranca pedaço.&lt;br/&gt; É, daqueles, em que eu sinto você não&lt;br/&gt; Me sentir, e gosto.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7589209814</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7589209814</guid><pubDate>Wed, 13 Jul 2011 18:34:38 -0400</pubDate></item><item><title>Imigrante</title><description>&lt;p&gt;É de fato irrecusável quando te entra&lt;br/&gt; Pelos ouvidos. Incrívelmente comprável&lt;br/&gt; Quando te alcança as retinas. Ainda&lt;br/&gt; Mais quando te senta em uma caixa de&lt;br/&gt; Carvão, para que esperes as balas &lt;br/&gt; Tradicionais carameladas de todos os&lt;br/&gt; Domingos. A ansiedade que cresce no&lt;br/&gt; Peito já é mais que conhecida, assim como&lt;br/&gt; O afago no cabelo depois de recebê-la;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Muito obrigada - é o que deveria ser dito&lt;br/&gt; E realmente é, mas apenas com um sorriso.&lt;br/&gt; As mãos com manchas lhe afagam os &lt;br/&gt; Cabelos mais uma vez, e aquele cheiro de&lt;br/&gt; Leste europeu te invade as narinas, quando -&lt;br/&gt; De vez em nunca - vens lhe dar um beijo &lt;br/&gt; Na bochecha. Os cabelos lisos e grisalhos,&lt;br/&gt; O sorriso enrugado, os traços de rigidez&lt;br/&gt; E, ao mesmo tempo, doçura, como daquela&lt;br/&gt; Mesma bala, te arrancam suspiros do&lt;br/&gt; Coração e pudera também lágrimas dos olhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então entra na sala escura, com o tapete&lt;br/&gt; Branco e macio, as inúmeras fotografias&lt;br/&gt; Espalhadas em balcões antigos, ao redor dos&lt;br/&gt; Três sofás de cor clara, mas entra descalço.&lt;br/&gt; Sente o macio, olhe o pote transparente sobre&lt;br/&gt; A estante e só olha. Espera para que a Menina&lt;br/&gt; Venha lhe dar, com seus sorrisos rígidos e &lt;br/&gt; Afagos nos cabelos.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7169280768</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/7169280768</guid><pubDate>Sat, 02 Jul 2011 18:00:00 -0400</pubDate></item><item><title>Chapéu-côco</title><description>&lt;p&gt;Entre procurar e encontrar &lt;br/&gt;Eu fico com descobrir. Não&lt;br/&gt;Foi assim, caminhando pela&lt;br/&gt;Rua, cruzando olhares, trocando&lt;br/&gt;Sorrisos, criando risos, ouvindo&lt;br/&gt;Idéias, considerando ideais,&lt;br/&gt;Estudando confissões, dançando&lt;br/&gt;À músicas, desenhando movimentos,&lt;br/&gt;Analisando comportamentos; não&lt;br/&gt;Foi assim que tive paz não. Eu&lt;br/&gt;Costumava sair para caçar,&lt;br/&gt;Hoje já não o faço mais. A caça&lt;br/&gt;Nunca era o que imaginava, muito&lt;br/&gt;Menos o prazer de limpá-la,&lt;br/&gt;Cozinhá-la e apreciar. Na realidade,&lt;br/&gt;Limpar a sujeira é o que há de&lt;br/&gt;Mais penoso, sem pestanejar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi aí que eu parei de caçar. &lt;br/&gt;E foi aí que eu descobri.&lt;br/&gt;(Como se tivessem me acertado&lt;br/&gt;Na cabeça. Eta tolice!)&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/5237942805</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/5237942805</guid><pubDate>Fri, 06 May 2011 02:11:00 -0400</pubDate></item><item><title>Latente</title><description>&lt;p&gt;Tira-me essa vontade irreal, por favor. &lt;br/&gt; Porque é  tão improvável que há quase um &lt;br/&gt; Ano não acontece. Não por falta de oportunidade,&lt;br/&gt; Mas por falta de interesse. Não por falta de&lt;br/&gt; Meu. Então tira-me essa vontade, que surgiu mesmo&lt;br/&gt; Antes das tequilas. Arranca o comichão do peito.&lt;br/&gt; Anestesia o músculo, apaga o sentimento. Porque&lt;br/&gt; De sofrimento já me basta. Me basta, mesmo que&lt;br/&gt; Continue arrastando-me por convivência e atenção,&lt;br/&gt; E quando a vida me distancia - o que acontece&lt;br/&gt; Sempre, por pura &amp;#8220;conveniência&amp;#8221;! - sinto-a de forma mais&lt;br/&gt; Cadente, deixando-me entregue ao marasmo da&lt;br/&gt; Ausência, quando poderia estar bem ali. Bem ali, pertinho,&lt;br/&gt; Sofrendo mais um pouquinho com o carinho - outra espécie&lt;br/&gt; De, mas carinho - que não é bem aquele que eu&lt;br/&gt; Desejava.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3535374783</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3535374783</guid><pubDate>Sat, 26 Feb 2011 21:18:00 -0500</pubDate></item><item><title>Tamborilar</title><description>&lt;p&gt;Cheio de graça!&lt;br/&gt;(Ao observar os não-tão-semelhantes – assim,&lt;br/&gt;mal categorizados – até diverte-se com o olhar, &lt;br/&gt;embora a visão seja mesmo triste: o banal assolando &lt;br/&gt;e cegando dá-lhe vontade de distribuir petelecos nas testas, &lt;br/&gt;chacoalhar pelos ombros todos aqueles de olhar &lt;br/&gt;vidrado ou distraído, mas não&amp;#8230;) &lt;br/&gt;Mas que desgraça! &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Pobres coitados que mal sabem, pobres coitados que acham&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Que sabem, embora coisa alguma lhes satisfaça. Sem aristocracia&amp;#8230;&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Mas vêem um mundo pelas metades, forjam opiniões de profundo&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Estudo, fazem o tão famoso discurso de sabedoria em forma de repetição.&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Repetem sem saber o que significa de fato! Pobres coitados!&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;(Fecha os olhos para os nada-semelhantes, olhos que &lt;br/&gt;já não se divertiam) &lt;em&gt;Como podem&amp;#8230;&lt;/em&gt; (dá-se conta, então, &lt;br/&gt;de que os tais sábios não são diferentes&amp;#8230; Perde-se em &lt;br/&gt;devaneios, análises superficiais&amp;#8230; Superficialidade&amp;#8230;) &lt;br/&gt;Mais que desgraça! &lt;br/&gt;&lt;em&gt;No fundo&amp;#8230; No fundo são todos tão rasos quanto poças d&amp;#8217;água depois de&lt;/em&gt; &lt;br/&gt;&lt;em&gt;Uma tarde de sol&amp;#8230; &lt;/em&gt; &lt;br/&gt;(Ao observar os semelhantes, permite-se uma observação suspirada) &lt;br/&gt;&lt;em&gt;No fim das contas&amp;#8230; Que graça!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3464094026</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3464094026</guid><pubDate>Wed, 23 Feb 2011 09:31:00 -0500</pubDate></item><item><title>Amendoim</title><description>&lt;p&gt;Perdendo-me em devaneios antigos&lt;br/&gt;
Encontrando-me em meus desejos mais&lt;br/&gt;
Sinistros, focalizo sua face mais uma vez,&lt;br/&gt;
Mesmo não lembrando-me direito de sua&lt;br/&gt;
Voz, porém das palavras que você me &lt;br/&gt;
Disse, além da primeira vez que nos&lt;br/&gt;
Vimos, embora você não se lembrasse&lt;br/&gt;
Depois. Perdoa-me por minha falta.&lt;br/&gt;
Lembro-me dos comentários maldosos,&lt;br/&gt;
Dos desgostosos de sua presença,&lt;br/&gt;
Dos risos por sua situação.&lt;br/&gt;
Lembro-me de então apaixonar-me perdidamente&lt;br/&gt;
Lembro de como você foi tão descontraidamente&lt;br/&gt;
Tão intuitivamente ao meu lado, falando ao&lt;br/&gt;
Ouvido, e eu achando que você&lt;br/&gt;
Nem sequer me queria por perto. Que&lt;br/&gt;
Engano! Que grande merda o meu&lt;br/&gt;
Comportamento, o falso asco que criei&lt;br/&gt;
Para que terceiros não julgassem mal,&lt;br/&gt;
Mesmo esse mal sendo quem eu sou.&lt;br/&gt;
Pode perdoar-me mas eu não, não&lt;br/&gt;
Perdôo a falta já que não posso&lt;br/&gt;
Voltar atrás, não posso corrigir o erro,&lt;br/&gt;
Só posso ficar a lamentar.&lt;br/&gt;
Lamentar o não honrar do nosso pacto.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3222694662</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3222694662</guid><pubDate>Thu, 10 Feb 2011 17:42:00 -0500</pubDate></item><item><title>Antebraço</title><description>&lt;p&gt;Arrancaram-me os sonhos, de tantas &lt;br/&gt;Maneiras. Primeiro foi São Paulo, depois &lt;br/&gt;Foi Curitiba, e agora Lisboa. Mas a  &lt;br/&gt;Cada um que morre, outro revive, embora &lt;br/&gt;Sonhar tanto assim seja mais como uma &lt;br/&gt;Forma disfarçada de martírio. Arrancam-me &lt;br/&gt;A saúde, seja sonho ou seja tempo, seja &lt;br/&gt;Pessoa ou seja situação, me arrancam  &lt;br/&gt;A vontade de viver, me colocam na condição &lt;br/&gt;De sobrevivente sem aviso algum, e mesmo &lt;br/&gt;Que eu já saiba que isso vá acontecer,  &lt;br/&gt;É inevitável sonhar. Dizem-me que um &lt;br/&gt;Homem sem sonho é um homem &lt;br/&gt;Morto, pois eu contradigo: um homem &lt;br/&gt;De sonhos é um homem sem vida, é &lt;br/&gt;Um homem tão lúdico que passa ou &lt;br/&gt;Despercebido pela vida ou como eu, &lt;br/&gt;A lamentar e perceber que tudo o que &lt;br/&gt;Idealiza nunca irá de fato acontecer. &lt;br/&gt;Podiam arrancar-me os sonhos de uma &lt;br/&gt;Vez só, todos eles, para que eu experimentasse &lt;br/&gt;Um pouquinho desse dito, para que colocasse &lt;br/&gt;À prova, para viver um pouco fora &lt;br/&gt;Dessa bolha. Dessa bolha que acaba sufocando &lt;br/&gt;A cada término e a cada início.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3188130399</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3188130399</guid><pubDate>Tue, 08 Feb 2011 18:21:00 -0500</pubDate></item><item><title>Johanna</title><description>&lt;p&gt;Em um sofá velho, num quarto velho &lt;br/&gt;Com cheiro de velho mas cheio e novo &lt;br/&gt;De gente nova, de novos sorrisos, mas &lt;br/&gt;Nem tudo isso consegue distrair, pelo &lt;br/&gt;Contrário. Os sorrisos e a intimidade, &lt;br/&gt;O folk tocando e cantando o que se &lt;br/&gt;Passava: ela e seu namorado, tão &lt;br/&gt;Conectados, tão unidos, tão apaixonados &lt;br/&gt;Só ela e ele, em explosões de luz, luz &lt;br/&gt;Essa que não alcançava o sofá velho &lt;br/&gt;Do canto, luz essa que ardia-lhe os &lt;br/&gt;Olhos, luz essa que ardia-lhe o peito e &lt;br/&gt;A alma, luz essa que lhe dava a impressão &lt;br/&gt;O vulto, um simples devaneio, de &lt;br/&gt;Que era ela ali, ela conquistando sua &lt;br/&gt;Mente, enquanto minha cabeça explode, &lt;br/&gt;A gaita, a chuva, o choro, o riso, &lt;br/&gt;E os vislumbres pela luz, pela dor no &lt;br/&gt;Coração. São tudo o que lembro&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3160740178</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3160740178</guid><pubDate>Mon, 07 Feb 2011 02:23:00 -0500</pubDate></item><item><title>Helena</title><description>&lt;p&gt;Quando as palavras invadem o fundo branco &lt;br/&gt;O sentido começa a existir, mesmo que confuso &lt;br/&gt;Mesmo que incerto, cria vida de alguma forma &lt;br/&gt;Mesmo que a forma seja tão inexplicável quanto &lt;br/&gt;O branco, mesmo que o conteúdo seja tão podre &lt;br/&gt;Quanto o vazio, mesmo que não seja assim tão &lt;br/&gt;Premeditado, mesmo que no fim das contas seja &lt;br/&gt;Tão vão quanto o silêncio, é aí que me dou conta &lt;br/&gt;Que não é nada inocente porém puro, não é nada &lt;br/&gt;De bondade mas é bom, não é nada real mas de &lt;br/&gt;Verdade, não é nada ensaiado mas intencionado, &lt;br/&gt;E nada que de fato melhore mas distrai, encanta, &lt;br/&gt;Enche de vida mais uma vez.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3094057322</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/3094057322</guid><pubDate>Thu, 03 Feb 2011 18:18:00 -0500</pubDate></item><item><title>Calejando</title><description>&lt;p&gt;Me mata aos poucos. Me mata na&lt;br/&gt; Incerteza porque sou incerta e ele &lt;br/&gt; Também, ele me fez incerta, ele me usa&lt;br/&gt; Incerta, nos usamos incertos e ele&lt;br/&gt; Como incerto muda e eu fico presa na incerteza&lt;br/&gt; Que ele criou.&lt;br/&gt; Então abre meu peito com uma serra&lt;br/&gt; Arranca minhas vísceras para fora do peito&lt;br/&gt; Mexe e remexe, analisa, dá um riso&lt;br/&gt; Vira as costas e vai embora, me deixa&lt;br/&gt; De peito aberto em flor, remexido e&lt;br/&gt;Com as tripas espalhadas pelo chão&lt;br/&gt; Com todo o sangue sangrando, com&lt;br/&gt; Toda a dor doendo sem doer&lt;br/&gt; Porque deveria doer mas não é bem dor&lt;br/&gt; É como incômodo na inércia, cutucar&lt;br/&gt; Elefante com grão de arroz, com peso&lt;br/&gt; De tronco de carvalho mas resultado&lt;br/&gt; De grão de arroz. É cutucar o espinho&lt;br/&gt; Da pata do leão e nem tirar, nem deixar,&lt;br/&gt; É tocar, é girar, é doer sem doer.&lt;br/&gt; É um não e sim. Um sim e não&lt;br/&gt; Não um talvez, sim um não em seu lugar&lt;br/&gt; E sim um sim, não um sim. É insconstância&lt;br/&gt; Tanto de sensações quando de sentimentos&lt;br/&gt; É inerte e explosivo, gritante e calado&lt;br/&gt; Cálido e gelado, é pedra n&amp;#8217;água e água&lt;br/&gt; Em pedra. É sangue das vísceras remexidas&lt;br/&gt; No chão.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/2790629288</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/2790629288</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 00:38:00 -0500</pubDate></item><item><title>Dionísio</title><description>&lt;p&gt;Sem sonhar, sua mão esquerda toca o véu&lt;br/&gt; O véu que te escondeu por tanto tempo, o&lt;br/&gt; Véu que, desculpe, na realidade fui eu quem&lt;br/&gt; Puxou. Eu vim primeiro. Posso afirmar, mas&lt;br/&gt; De que vale, se és tão distraído que nem ao&lt;br/&gt; Menos pode se lembrar? Eu não vim tão &lt;br/&gt; Primeiro assim, afinal. Nunca valeu&amp;#8230;&lt;br/&gt; Mas eu puxei o véu, não só para mim, e perdi&lt;br/&gt; O controle daquilo que nunca tive: a poesia&lt;br/&gt; Fluiu então sem que precisasse tocar no papel,&lt;br/&gt; As letras correram ao dedilhar e saltaram para&lt;br/&gt; Páginas que eu nunca esperaria que existissem,&lt;br/&gt; Garanto que você também não, e no fim das &lt;br/&gt; Contas elas nem ao menos são concretas! De&lt;br/&gt; Que vale, então, toda essa balbúrdia! Toda essa&lt;br/&gt; Manifestação! É do coração, e do coração &lt;br/&gt; Quase sempre vale, dizem. Dizem que sempre&lt;br/&gt; Vale, mesmo na decepção. Fui eu quem tocou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toca uma vez na vida esse véu. Revela essa&lt;br/&gt; Tua cara cretina. Sorri-me com saudades. Sorria&lt;br/&gt; Sinceramente. Não precisa nem abrir os braços,&lt;br/&gt; Nem dar um passo, eu vou ao teu encontro. Eu&lt;br/&gt; Vou sem muito esforço, com toda a tua cretinisse,&lt;br/&gt; Se tu me puxares o maldito véu um pouquinho&lt;br/&gt; Para me mostrar a tua cara. Espontaneamente.&lt;br/&gt; Perdôo teus esquecimentos (alguns deles), até.&lt;br/&gt; Perdôo os teus outros amores, até. Perdôo até&lt;br/&gt; Mesmo toda essa sua omissão, ou pelo menos&lt;br/&gt; Posso reconsiderar. Vê as lágrimas escorrerem&lt;br/&gt; Pelo claro esquerdo e pelo outro, sente o peso&lt;br/&gt; Do ar, sente a dor, sente o tremor. Assuma o &lt;br/&gt; Tremor. Mesmo que o velho. Reassuma. Sente&lt;br/&gt; A vitalidade que ficou engavetada e reassuma &lt;br/&gt; Não somente essa história, mas também a tua&lt;br/&gt; Poesia - é o preço pouco que podes pagar por&lt;br/&gt; Fazer-me te eternizar mais um pouquinho.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1559163680</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1559163680</guid><pubDate>Sat, 13 Nov 2010 00:46:00 -0500</pubDate></item><item><title>Devastação</title><description>&lt;p&gt;Páginas amarelas de um&lt;br/&gt; Universo preto-e-branco&lt;br/&gt; Quando aparece-lhe uma mão&lt;br/&gt; Que lhe parece acariciar&lt;br/&gt; E lhe afana o relógio  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como uma janela aberta&lt;br/&gt; Mostrando-lhe um mundo de&lt;br/&gt; Oportunidades, mas que São tão reais quanto&lt;br/&gt; A sua vida. A sua&lt;br/&gt; Vida ideal.&lt;br/&gt; A sua realidade já não&lt;br/&gt; Lhe pertence, e na&lt;br/&gt; Verdade nunca lhe pertenceu.&lt;br/&gt; A quem pertence?  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhe pela janela e veja&lt;br/&gt; Aquele campo verde, vasto,&lt;br/&gt; Sem fronteiras além do&lt;br/&gt; Horizonte. Veja da sua&lt;br/&gt; Torre de seu Castelo,&lt;br/&gt; Enquanto a brisa faz&lt;br/&gt; Seus cabelos esvoaçarem&lt;br/&gt; E então deite-se na grama&lt;br/&gt; E olhe para o céu.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não olhe para aqueles que&lt;br/&gt; Vêm (eles te querem, te&lt;br/&gt; Pegarão!), não lhes dê&lt;br/&gt; Ouvidos (mas eles virão atrás&lt;br/&gt; Sim, e lhe alcançarão), muito&lt;br/&gt; Menos razão. Olhe para o céu&lt;br/&gt; Depois de ter andado em sua&lt;br/&gt; Carruagem real, e mesmo que&lt;br/&gt; Sua vida lhe seja tirada,&lt;br/&gt; Continue.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com ou sem.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1134746050</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1134746050</guid><pubDate>Thu, 16 Sep 2010 21:49:00 -0400</pubDate></item><item><title>Bacanal</title><description>&lt;p&gt;Por entre todos os rostos&lt;br/&gt; De todas as pessoas&lt;br/&gt; (Que não eram lá tão interessantes)&lt;br/&gt; Encontrei o seu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Confesso que de início nem notei&lt;br/&gt; E quando o vi, não dei importância&lt;br/&gt; E até fugi, rindo da situação&lt;br/&gt; Mas dizem que quando é para ser&lt;br/&gt; É. E como foi para ser&lt;br/&gt; Quando vi seu rosto novamente&lt;br/&gt; Entendi o que era pra ser)&lt;br/&gt; A questão é: não foi&lt;br/&gt; Pelo menos não dessa vez&lt;br/&gt; (E nunca me perdoarei!)&lt;br/&gt; Mas como dizem,&lt;br/&gt; Se for para ser, &lt;br/&gt; Será.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então espero, vendo esses rostos&lt;br/&gt; Tão comuns, tão não-interessantes&lt;br/&gt; E tão vistos, &lt;br/&gt; E tão enjoativos&lt;br/&gt; E tão enjoada&lt;br/&gt; De todos eles.&lt;br/&gt; E tão esperando&lt;br/&gt; Ver o seu novamente&lt;br/&gt; Para que possa reparar&lt;br/&gt; Tudo aquilo que não fiz&lt;br/&gt; Quando você quis.&lt;/p&gt;</description><link>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1083915375</link><guid>http://nodirectionhome.tumblr.com/post/1083915375</guid><pubDate>Tue, 07 Sep 2010 21:06:00 -0400</pubDate></item></channel></rss>
