September 2011
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Fria(mente Calcu)Lado
Ahoy!, (senta ali no cantinho, me dá Um sorriso e não) Reclama da vida, Curte esse som e me inspira. Só faça Isso. Te alimento, te dou entretenimento, Em troca de todo o (nada que) Tudo que Podes me oferecer. (Diz que vai pensar, diz que dificultei. Veio me falar da noite mal - bem - gasta E esqueceu de me - se - alimentar) - Só faça, Independente da forma, independente da Vontade (se é...
Sep 9th
August 2011
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Visões
Apenas mais uma constatação: Olhos Claros são escorregadios. Adoram sair Pela tangente, ao passo que os escuros Os procuram certos - mesmo que Exitantes - e os devolvem alguma forma De estabilidade. Enganosa, pode até Ser, ou mesmo coisa de momento, mas Ao menos não escorregam. Não desviam ou manipulam. Não muito. Não como os claros.
Aug 27th
Viralizando
Mais um copo, por favor, mas me Sirva, que eu prefiro. Mais um trago, Um sorriso com significado, mesmo Que seja um já bem batido, e uma olhada Aos pés. Para fora. Um arrepio que cresce, E crescendo tanto gela quanto esquenta. Vai, envolve teus braços ao meu redor, Me aperta, bem forte, que eu fico. Com cheiro De tabaco, eu fico. Com cheiro de cerveja, Eu fico. Juro que fico. Mesmo que...
Aug 24th
Encruzilhada
O abrir de olhos revela-te aquilo que Desejavas não ser verdade, ou Verdade: Começaram a arrancar-lhe o coração do Peito. Talvez não o coração, mas sim qualquer Que seja o nervo ou terminação nervosa que Seja o responsável pelo senso e pela simples Alegria; agora tu és acerca de um escravo Com um senhorio que sequer percebe sua Existência, ou lhe dá o tal valor. Sem mais prosa em quebras...
Aug 17th
Olhos Verdes
“Eu escolhi”, como se fosse questão de escolha. Eu realmente escolhi. “É esse”, eu falei, Como se eu tivesse alguma autoridade.
Aug 12th
July 2011
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Charneca
Formiga-me o rosto pelos olhos, Primeiramente, maravilhados pela Luz, o som invadindo os ouvidos Soando como a melodia mais Despretensiosa e bem feita já criada, Enche-me de vida, de ar, vida, luz, Ilude-me pelos mais belos minutos que Tive o prazer de observar-lhe e, ao Fim, dá-me a realidade como é, com Corda, engano, precipício e fim. E fim, E não mais, finito, acabou. Arranca-me O...
Jul 19th
Ama-me loucamente
Não me atrevo a ler-te, não quero Me decepcionar (de novo). Provavelmente É aquela coisa de idealizar, aliás, é isso Com certeza. Prefiro esquecer - ou só Amar - a tua humanidade e colocar-te Naquele pedestal que costumava ser meu. Daqui eu te olho, te cuido, te alimento, e Tudo o que precisas fazer é me irritar De vez em quando, discordar do que penso E dar-me as costas. Eu não me...
Jul 14th
Na tempestade
Busco os refúgios errados, Tomo uma, troco o canal da tevê A música que toca é daquela banda Que tu gostas, parece-me que a Vida vem mais uma vez a gozar Com a minha cara. É um daqueles Momentos em que percebo que o Que eu sempre acabo a fazer é aquilo que Tu me ensinastes, a tomar, escutar e Tatear, de alguma forma, as palavras. Não podia importar-me menos quando vim A me importar. É...
Jul 13th
Imigrante
É de fato irrecusável quando te entra Pelos ouvidos. Incrívelmente comprável Quando te alcança as retinas. Ainda Mais quando te senta em uma caixa de Carvão, para que esperes as balas Tradicionais carameladas de todos os Domingos. A ansiedade que cresce no Peito já é mais que conhecida, assim como O afago no cabelo depois de recebê-la; - Muito obrigada - é o que deveria ser dito E...
Jul 2nd
May 2011
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Chapéu-côco
Entre procurar e encontrar Eu fico com descobrir. Não Foi assim, caminhando pela Rua, cruzando olhares, trocando Sorrisos, criando risos, ouvindo Idéias, considerando ideais, Estudando confissões, dançando À músicas, desenhando movimentos, Analisando comportamentos; não Foi assim que tive paz não. Eu Costumava sair para caçar, Hoje já não o faço mais. A caça Nunca era o que imaginava, muito Menos...
May 6th
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February 2011
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Latente
Tira-me essa vontade irreal, por favor. Porque é tão improvável que há quase um Ano não acontece. Não por falta de oportunidade, Mas por falta de interesse. Não por falta de Meu. Então tira-me essa vontade, que surgiu mesmo Antes das tequilas. Arranca o comichão do peito. Anestesia o músculo, apaga o sentimento. Porque De sofrimento já me basta. Me basta, mesmo que Continue arrastando-me...
Feb 27th
Tamborilar
Cheio de graça! (Ao observar os não-tão-semelhantes – assim, mal categorizados – até diverte-se com o olhar, embora a visão seja mesmo triste: o banal assolando e cegando dá-lhe vontade de distribuir petelecos nas testas, chacoalhar pelos ombros todos aqueles de olhar vidrado ou distraído, mas não…) Mas que desgraça! Pobres coitados que mal sabem, pobres coitados que acham Que sabem, embora...
Feb 23rd
Amendoim
Perdendo-me em devaneios antigos Encontrando-me em meus desejos mais Sinistros, focalizo sua face mais uma vez, Mesmo não lembrando-me direito de sua Voz, porém das palavras que você me Disse, além da primeira vez que nos Vimos, embora você não se lembrasse Depois. Perdoa-me por minha falta. Lembro-me dos comentários maldosos, Dos desgostosos de sua presença, Dos risos por sua situação....
Feb 10th
Antebraço
Arrancaram-me os sonhos, de tantas Maneiras. Primeiro foi São Paulo, depois Foi Curitiba, e agora Lisboa. Mas a  Cada um que morre, outro revive, embora Sonhar tanto assim seja mais como uma Forma disfarçada de martírio. Arrancam-me A saúde, seja sonho ou seja tempo, seja Pessoa ou seja situação, me arrancam  A vontade de viver, me colocam na condição De sobrevivente sem aviso algum, e mesmo Que...
Feb 8th
Johanna
Em um sofá velho, num quarto velho Com cheiro de velho mas cheio e novo De gente nova, de novos sorrisos, mas Nem tudo isso consegue distrair, pelo Contrário. Os sorrisos e a intimidade, O folk tocando e cantando o que se Passava: ela e seu namorado, tão Conectados, tão unidos, tão apaixonados Só ela e ele, em explosões de luz, luz Essa que não alcançava o sofá velho Do canto, luz essa que...
Feb 7th
Helena
Quando as palavras invadem o fundo branco O sentido começa a existir, mesmo que confuso Mesmo que incerto, cria vida de alguma forma Mesmo que a forma seja tão inexplicável quanto O branco, mesmo que o conteúdo seja tão podre Quanto o vazio, mesmo que não seja assim tão Premeditado, mesmo que no fim das contas seja Tão vão quanto o silêncio, é aí que me dou conta Que não é nada inocente porém...
Feb 3rd
January 2011
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Calejando
Me mata aos poucos. Me mata na Incerteza porque sou incerta e ele  Também, ele me fez incerta, ele me usa Incerta, nos usamos incertos e ele Como incerto muda e eu fico presa na incerteza Que ele criou. Então abre meu peito com uma serra Arranca minhas vísceras para fora do peito Mexe e remexe, analisa, dá um riso Vira as costas e vai embora, me deixa De peito aberto em flor, remexido e...
Jan 17th
November 2010
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Dionísio
Sem sonhar, sua mão esquerda toca o véu O véu que te escondeu por tanto tempo, o Véu que, desculpe, na realidade fui eu quem Puxou. Eu vim primeiro. Posso afirmar, mas De que vale, se és tão distraído que nem ao Menos pode se lembrar? Eu não vim tão  Primeiro assim, afinal. Nunca valeu… Mas eu puxei o véu, não só para mim, e perdi O controle daquilo que nunca tive: a poesia Fluiu...
Nov 13th
September 2010
3 posts
Devastação
Páginas amarelas de um Universo preto-e-branco Quando aparece-lhe uma mão Que lhe parece acariciar E lhe afana o relógio   Como uma janela aberta Mostrando-lhe um mundo de Oportunidades, mas que São tão reais quanto A sua vida. A sua Vida ideal. A sua realidade já não Lhe pertence, e na Verdade nunca lhe pertenceu. A quem pertence?   Olhe pela janela e veja Aquele campo verde,...
Sep 17th
Bacanal
Por entre todos os rostos De todas as pessoas (Que não eram lá tão interessantes) Encontrei o seu. (Confesso que de início nem notei E quando o vi, não dei importância E até fugi, rindo da situação Mas dizem que quando é para ser É. E como foi para ser Quando vi seu rosto novamente Entendi o que era pra ser) A questão é: não foi Pelo menos não dessa vez (E nunca me perdoarei!) Mas...
Sep 8th
Homem Magro
Sentado, olhando através da janela (Olhando para toda aquela floresta de pedra) Com uma xícara de café (Que já estava gelado) as pernas cruzadas (Tão finas que ambos pés encostariam o chão) O vento balançando seus cabelos desgrenhados (Que não têm mais jeito e ele gosta) E as mãos pousadas sobre os joelhos. Fechou os olhos; puxou o ar: Via o verde, O amarelo, O azul, O branco, E não era a...
Sep 7th